A PROTETORA DE SAÚVAS,UM NOVO ENGODO ?


(Foto: Agência Brasil)
Marina Silva é uma política profissional que, qual Collor repaginado, também diz que é preciso cuidado com os políticos — os outros (Foto: Agência Brasil)



A VOLTA DE REYNALDO-BH

Post do leitor e amigo do blog Reynaldo-BHPost do Leitor
Se cercar é hospício. Se cobrir vira circo.
Um dia um prefeito da maior capital do país se definiu como não sendo de centro, nem direita ou esquerda. Entendi que ele era de baixo.
Agora temos uma política profissional – sempre viveu disto – repetindo o discurso de Collor; cuidado dom os políticos (os outros). Quando na verdade o perigo maior acaba sendo ela própria.
Messiânica, com ar de retirante de boutique, seringueira de Brasília e acusadora de todos que ousam discordar, Marina Silva faz lembrar o que de pior temos nestas terras tupiniquins. O antigo PT, dono de ética e das verdades, há 12 anos. Deu no que sabemos. Difícil escolher entre o descaramento explícito e a desfaçatez silenciosa.
Uma escolha entre Dilma e Marina não é sequer um plebiscito. É uma roleta russa. Envolta em panos (caros) e echarpes (mais ainda), se porta frente aos marineiros como um guru a ser idolatrado. Concorda com tudo e não assume nada. Diz platitudes que, se não têm consistência, ao menos entendemos. Entendemos mesmo?
Como uma Madre Teresa, cultiva a figura que tenta ser uma Quixote de saias. Mesmo sendo um Sancho Pança emagrecido.
Não é contra nada. Mas longe de ser a favor de algo, pois para ser a favor é preciso ter ideias.
Dizer-se sucessora de dois ex-presidentes é o cúmulo da prepotência. Marina quer ser a continuidade e oposição ao mesmo tempo. Quer ser herdeira sem ter sido aliada de um deles, FHC. Do outro, foi usada e usou a imagem de pobres e nordestinos. Em uma falta de vergonha e compostura que envergonha qualquer povo da floresta, cidade ou de butequim.
Quem em sã consciência é contra a luz elétrica? Ter como programa a afirmação que apoia a luz elétrica é tanto assustador quanto ter a pretensão de ser presidente e contar com quadros (que a Rede de Embalar Idiotas não tem) de outros partidos.
Um ministério com Aloysio Nunes Ferreira e José Dirceu? Com Álvaro Dias e Ideli? Todos irmanados em mantras matinais quando a salvadora e casta presidente adentrar qualquer ambiente?
Marina Silva é um engodo. A Rede sabe disto. Eduardo Campos também sabia. O que ela tem de valioso são os votos de 2010 de quem, sem entender o que diz, prefere uma frase com pé e sem cabeça a outras frases – as de Dilma – sem ambas. É pouco. Muito pouco.
Collor ao lado da então mulher, Rosane, após assinar o documento de seu afastamento da Presidência, na saída do Palácio do Planalto (Foto: Roberto Stuckert Filho/Agência O Globo)
Collor ao lado da então mulher, Rosane, na saída do Palácio do Planalto, após assinar documento se afastando do poder (Foto: Roberto Stuckert Filho/Agência O Globo)
Tancredo morreu e herdamos Sarney. Eduardo deixou-nos esta figura amorfa e arrogante na mesma medida de julgar-se a nova dona do Brasil
Triste destino tem nos dado a Velha Senhora. Joga com a vida e morte escolhendo o absurdo para além da morte em si.
Marina escolheu o PSB por falta absoluta de opção. Continua apoiando petistas do Acre e do Rio de Janeiro. Continua sem saber que economia é ciência matemática e não slogan de sonháticos e pesadeláticos.
Continua a criar uma seita, que neste início de composição, é ainda mais sectária que o PT.
Acha que em se plantando tudo dá, mesmo que seja no quintal das casas dos protegidos pela falta de estrutura. Não enxerga o agronegócio. Assim como o idiotizado Suplicy (isto explica a amizade) é monotemática.
Alguém se lembra de UMA ÚNICA palavra dela acerca da saúde e dos médicos cubanos?
Da agressão a Yoani Sánchez?
Política fiscal?
Inflação?
Política de desenvolvimento da indústria?
Agências reguladoras?
Sobre os 39 ministérios?
Sobre a amante Rosemary?
Sabe-se o que ela pensa sobre política externa?
Infraestrutura?
Exportações?
Política de emprego e renda?
Para os marineiros, parece que são apenas detalhes. O importante, na visão tacanha deste grupo que lembram os hippies de Arembepe, são os povos da floresta, a plantação de mandioca e a sustentabilidade, que NUNCA definiu com precisão o que seja. Quem não quer a sustentabilidade? Aponte UM ser humano.
Marina é insustentável. Insuportável. Despreparada. Fruto de um destino cruel para com Eduardo Campos. Dona da verdade. Aproveitadora de partidos e lutas que não são dela.
Marina é – esta sim – um Collor repaginado.
Saiu o Caçador de Marajás a pontapés do Planalto (aliás, onde estava Marina nesta luta?).
E entra a Protetora das Saúvas. Mesmo que esta praga esteja atuando em rede.

Fonte:http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/politica-cia/

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