ELEIÇÃO PRESIDENCIAL NO BRASIL,PRIMEIRO DEBATE NA TV BANDEIRANTES : TODO MUNDO BATEU,TODO MUNDO LEVOU

No 1º debate na TV, todo mundo bateu, todo mundo levou

Poucas horas antes do primeiro debate com os presidenciáveis, na Band, o Ibope apontava a candidata do PSB, Marina Silva, como uma ameaça dupla. Ela abrira 10 pontos de vantagem sobre o tucano Aécio Neves (29% contra 19%). Dilma Rousseff (PT) mantinha a dianteira, com 34%, mas perderia para a ex-senadora em um eventual segundo turno: 46% a 36%.

Antes favoritos, os candidatos do PT e do PSDB agiram de forma distinta diante do risco Marina. Dilma manteve a defensiva contra a ex-petista. Aécio foi para o ataque. Marina chegou a se irritar quando o senador mineiro ironizou o discurso sobre “nova política” da ex-ministra do Meio Ambiente. Ele chamou a rival de incoerente e perguntou se quadros como Tancredo Neves, seu avô, e Miguel Arraes, avô de Eduardo Campos, morto há duas semanas em um acidente de avião, seriam considerados por ela representantes da “velha política”. Marina reagiu dizendo que não se deixaria levar por picuinhas nem por forças do atraso.

Quando podiam escolher o alvo das perguntas, os três candidatos com chances reais de vitória lançaram duelos entre eles – embora ninguém tenha sacado o facão e levantado temas mais espinhosos, como o cartel do metrô em São Paulo, o aeroporto no quintal do tio de Aécio, e os mensalões petista e tucano.

A certa altura, Marina fazia pergunta para Dilma, que fazia pergunta para Aécio, que fazia pergunta para Marina. Esta não levou desaforo para casa, e não esperou para atacar a adversária petista, a quem declarou vitoriosa no “Campeonato de Gerência de 2010” contra o então presidenciável José Serra – isso porque ela jura querer o apoio do melhor das suas siglas em um eventual governo. Era uma tentativa clara de se colocar como a candidata anti-Dilma da campanha, tirando da dança o rival tuano.

Apesar do tom, que denotou firmeza, e das boas respostas, como quando defendeu o apoio recebido de milionários como Neca Setúbal e Guilherme Leal, Marina teve dificuldade em detalhar suas propostas. Ela não respondeu, por exemplo, quais ministérios pretende cortar caso seja eleita. Nem disse se pretende cortar cargos comissionados em um eventual governo.

Dilma, por sua vez, passou boa parte do debate defendendo sua gestão. Atribuiu os números ruins da economia à crise internacional e rebateu as críticas à gestão da Petrobras, feitas por Aécio Neves, citando episódios envolvendo a estatal durante a gestão tucana. O momento mais tenso entre os dois foi quando o tucano desafiou as donas de casa do Brasil a dizerem se os preços dos produtos na quitanda estavam sob controle, como argumentava a presidenta. Dilma respondeu: “desafio as donas de casa a dizer se hoje não tem mais emprego, mais benefícios, mais habitação”.

Eles trocaram farpas também ao comentar a criação dos conselhos populares na gestão petista – uma ameaça à democracia representativa, segundo o tucano. Dilma contra-argumentou dizendo que os tucanos têm dificuldade em lidar com o diálogo e a participação popular.

Dilma foi questionada por Marina sobre por que as propostas de reformas estruturais anunciadas após os protestos de junho haviam fracassado. Como resposta, a petista citou a implementação do programa Mais Médicos e disse que a reforma política não dependia apenas da sua vontade.

Além dos favoritos, participaram do debate outros quatro postulantes nanicos. Pastor Everaldo (PSC), 1% no Ibope, brigou com Levy Fidelix (PRTB) pelo posto de tiozão do programa. Atacou os investimentos brasileiros em Cuba, defendeu o casamento entre homem e mulher, prometeu rigor aos bandidos e a diminuição da idade penal. Fidelix foi na mesma linha e defendeu que todo homem de bem tem direito a portar uma arma dentro de casa para se proteger do “estuprador que ataca à luz do dia”.

Eduardo Jorge, do PV, protagonizou um duelo à parte com Marina Silva, sua ex-colega de partido. Em um dos blocos, ele ironizou a candidata: “Você precisa esclarecer suas ideias já. Se não você não vai ter maioria no Congresso”.

Sem nada a perder, ele levantou bandeiras como a descriminalização do aborto e a legalização da maconha. Criticou, por exemplo, a proposta de independência do Banco Central, que, segundo ele, transformaria a entidade independente da população e dependente dos grandes bancos. Brigou, assim, pelo posto da ala progressista do debate com Luciana Genro. Tímida no começo, a candidata do PSOL se soltou ao longo do debate e passou a distribuir bordoadas entre os adversários.

Criticou a timidez dos candidatos ao falar sobre a proibição do aborto e da guerra às drogas, que vitimam as classes mais pobres. Sobrou até para o jornalista da Band, José Paulo de Andrade, que parecia ter guardado em algum bolso de 1945 as perguntas aos candidatos de 2014. Ao responder uma delas, sobre um inexistente pedido das ruas, em junho de 2013, por mais rigor nas leis, Genro contestou: “Junho pediu mais direitos, não mais encarceramento e repressão”.

Ela também provocou Marina Silva e disse que ela não era diferente de tucanos e petistas. Como quem diz o que quer, ouviu o que não queria: “Nós temos diferenças com a velha esquerda, que sempre age como se fosse a dona da verdade”.

Fonte:https://br.noticias.yahoo.com/blogs/matheus-pichonelli/

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