ELEIÇÕES 2014 NO BRASIL 2014 : A NOVELA VAI COMEÇAR!

Lula fala durante horário político na TV (Foto: Reprodução)



Na TV Lula é pai, Dilma puro marketing e Aécio dá uma de anônimo


Lula fala durante horário político na TV (Foto: Reprodução)No programa de estreia da propaganda eleitoral na TV, ontem (19), Lula – o eleitor mais influente de 2014 apareceu duas vezes no espaço de Dilma. Uma para falar que seu segundo mandato foi melhor do que o primeiro e que ninguém vai se arrepender de reeleger Dilma; depois falou de Eduardo Campos, por quem seu afeto era “de pai para filho” e que não devemos desistir jamais do Brasil. Explorou a lapidar frase dita por Campos na véspera da sua morte, frase-síntese de um eleitor que deseja mudanças, não necessariamente de nomes, mas de modo de fazer as coisas.

Com cabelos brancos e a voz rouca aparentemente bem calibrada, foi uma estreia bem diferente da campanha de 2010, quando Lula e Dilma inauguraram o programa de TV um no Oiapoque a outra no Chuí. Naquele momento o governo tinha 75% de avaliação ótimo/ bom e uma nota média dada pelo eleitor de 7,9. Lula e Dilma em agosto de 2010 pareciam os apresentadores de um Brasil fadado a dar certo. Quatro anos depois, ao evocar ontem o seu segundo mandato, Lula lembrou ao eleitor desse passado talvez não tão distante assim, quem sabe a nosso alcance novamente – como um pai a nutrir o filho de esperanças.

O momento é outro, porém. Mais crítico para a candidata do governo, com aprovação bem menor (embora em ascenção) e Marina Silva vindo aí para forçar um segundo turno. Dilma vai à TV com uma nota média 6 de governo, segundo o último Datafolha, o suficiente para passar de ano.

Principal trunfo eleitoral do PT, a presença de Lula na TV deverá ser constante, mas dosada.

Já Dilma foi puro marketing. Apareceu de capacete, no helicóptero, vistoriando obras, entregando casas, fazendo selfies ao lado de crianças e jovens, também como cozinheira, avó e cuidando da residência oficial “com o esmero de qualquer dona de casa”. Faltou falar do futuro do país. Não incorporou, sequer dialogou, com o desejo de mudança expresso por mais de 70% do eleitorado.

Mais consciente, o eleitor ganha se os candidatos assumirem mais a complexidade do momento. Clama por informação e posicionamentos reais. O candidato não é apenas candidato a ganhar eleição, mas a apontar caminhos.

Já Aécio fez o que era devido a um candidato da oposição. Para um político que precisa ser mais conhecido esqueceu-se, porém, de se apresentar ao público. Quem é? De onde veio? Repetiu seis vezes a palavra “problema” (inflação, o emprego), mas não apontou soluções. Se insistir na economia, talvez o tucano fique ele próprio com um problema junto ao eleitor que, até aqui pelas pesquisas, não vem sentindo tanto medo do desemprego e está menos pessimista em relação à inflação e otimista em relação a sua vida pessoal.

Sobretudo, antes de falar sobre o que vai mal, convém dizer quem é que fala. E principalmente apontar soluções, pois de diagnósticos o cidadão está repleto.

Mas começou o horário eleitoral e apesar dos pesares o eleitor presta atenção nele como se fosse uma novela. Ouve um pouco aqui, um pouco ali, vê um episódio, perde outro, “apreende” uma frase que gosta, cria uma rejeição qualquer, simpatiza, antipatiza -- e nos próximos 44 dias esse acúmulo vai se transformando em decisão.

A seguir cenas dos próximos capítulos.


Fonte:https://br.noticias.yahoo.com/blogs/rogerio-jordao/

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