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PRESIDENTE DO PSDB-SP DIZ QUE INSTITUTOS DE PESQUISA SOFREM DE "MAU-CARATISMO"




 
Preocupado com o crescimento da candidata Dilma Rousseff (PT) na reta final da campanha, o presidente municipal do PSDB em São Paulo afirmou que os eleitores não podem considerar o que dizem os institutos de pesquisa para decidir o voto. 
 
Segundo Milton Flávio, os erros cometidos pelas pesquisas eleitorais no primeiro turno da eleição presidencial levantam suspeitas sobre o que ele chama de “mau-caratismo” dos institutos de pesquisa: 
 
“Na mesma época no primeiro turno, todos os mesmos institutos de pesquisa não nos davam mais do que 24% das intenções de voto. Nós terminamos o primeiro turno com 34%. O argumento dos institutos é que existe muita volatilidade no eleitor. Prefiro acreditar que não é volatilidade, são interesses que com o resultado das urnas não podem mais serem tratados como incontestáveis. (…) A nossa proposta de mudança do Brasil é muito clara e espero que a população, que apostou nessa mudança no primeiro turno, continue apostando nisso. Prefiro ganhar e ter que ouvir que foi a volatilidade do eleitor do que concordar com o mau-caratismo dos institutos de pesquisa”, afirma o tucano.
 
Para justificar o tom pesado contra as pesquisas eleitorais desfavoráveis ao tucano Aécio Neves, o presidente do PSDB na capital paulista diz que a diferença de resultados entre os vários institutos se dá na suposta escolha de entrevistados. 
 
“Você vai me dizer: doutor, eles registram as pesquisas. Como é que você registra uma pesquisa? Você diz, olha, vou fazer duas, três mil entrevistas com eleitores, respeitando tais critérios. Distribuição por idade, sexo, faixa salarial, sexo, cor, instrução, etc. Primeiro que é complicado num país tão heterogêneo como o nosso, conseguir universalizar com critério essas pesquisas. Se eu me comprometi a fazer duas mil pesquisas [entrevistas], posso fazer três mil e escolher desse grupo as duas mil que me interessam. Tem sido muito difícil, quando se conhece um pouco de matemática, acreditar que as pesquisas tenham errado tanto no primeiro turno só por volatidade do eleitor. Ou que 10% dos eleitores tenham mudado de fato o voto na noite da eleição, supostamente por terem sonhado com o Aécio”, justifica. 
 
Para alguns petistas, a fala de Milton Flávio é apenas “retórica de tucano que está atrás nas pesquisas”, como disse nesta quinta-feira (23) o vereador Alfredinho (PT-SP). 
 
Pelo sim ou pelo não, o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Dias Toffoli, anunciou ontem que irá convocar os institutos de pesquisa para fazer uma avaliação sobre os números apresentados ao longo da campanha, logo após a realização do segundo turno. 
 
De acordo com Toffoli, foram registrados muitos erros no primeiro turno, especialmente nas eleições estaduais, como no caso da Bahia, do Rio Grande do Sul e Mato Grosso, por exemplo. 
 
"Vamos chamar os institutos para entender o que aconteceu. A primeira coisa que queremos é conhecer melhor, pois não foram erros pontuais e nem contra o partido 'A' ou partido 'B', mas erros sobre diversos resultados. (…) Temos pesquisas com margens de erro diferentes, com índices de confiabilidade diferentes. Talvez i sso devesse ser padronizado para evitar que se compare alhos com bugalhos toda a vez que duas ou mais pesquisas forem apresentadas", disse o presidente do TSE ao jornal Valor Econômico. 
 
Ação dos realizadores
 
Para elevar o nível de confiabilidade, o instituto Datafolha elevou também o número de entrevistas com eleitores antes da divulgação das pesquisas desta semana. 
 
No levantamento desta quinta-feira (23), que aponta Dilma com 53% dos votos válidos e Aécio com 47%, o Datafolha ouviu 9.910 pessoas, em 399 municípios do País. 
 
O número é três vezes maior que os ouvidos pela pesquisa Ibope, que também foi divulgada nesta quinta apontando vitória de Dilma no segundo turno com 54% das intenções de voto, enquanto Aécio aparece com 46%. 
 
O Ibope ouvir 3.010 brasileiros, em 203 municípios entre os dias 20 e 22 de outubro. 
 
Nas duas pesquisas, a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o que garante o desempate técnico entre os dois candidatos nessa reta final de campanha eleitoral.

POR RODRIGO RODRIGUES
 
Confira os números das duas pesquisas divulgadas nesta quinta-feira: 
 
 


Fonte:http://terramagazine.terra.com.br/blogterramagazine/blog/2014/10/23/


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