SOBRE UMA FORMA ESTRANHA DE OFERECIMENTO DE MULHERES BRASILEIRAS EM CERTOS SITES DA INTERNET

Sobre uma forma estranha de oferecimento de mulheres brasileiras em certos sites na internet

O que faço aqui é uma constatação! Longe de mim julgar o caminho escolhido por qualquer pessoa. E começo diferenciando: há agências matrimoniais sérias, especializadas em relacionamentos entre estrangeiros e brasileiros. Não acho que haja nada demais em uma pessoa que se sente sozinha recorrer à ajuda profissional para conhecer alguém para um relacionamento. E se esse alguém prefere ter uma relação com um brasileiro ou uma brasileira, não vejo, em princípio, problema algum. Problemático é quando os métodos de certas “agências” são duvidosos, fomentando um tipo de negócio que para mim não é muito diferente de tráfico humano. Essas “agências” menos sérias, especializadas em relacionamentos entre “certos” homens estrangeiros e “certas” mulheres brasileiras, apresentam então essas mulheres em sites na internet como se fossem produtos de uma loja virtual.
Sim, digo mesmo produtos, pois é assim que esses sites mostram as mulheres, muitas seminuas, posando em biquíni, mostrando pele e curvas, o que por si já dá uma ideia do tipo de cliente que faz uso desses serviços. A coisa vai tão longe que o cliente (o homem estrangeiro) tem até um “direito de troca”, ou seja, se depois de se encontrar com a mulher que ele escolheu, provavelmente “experimentando a mercadoria”, ele perceber que não gostou, ele tem então o direito de se encontrar com outra(s) para ver se o agrado é maior. Para mim, isso vai além da normalidade, desrespeitando inteiramente as mulheres.
"Catálogo" de mulheres na internet
“Catálogo” de mulheres na internet
No caso especial dos alemães, o que leva esses homens a fazerem uso de tais serviços é normalmente a solidão, a falta de chances reais de conhecerem uma mulher por aqui, mas também a vontade de ter uma mulher submissa, dependente e boa na cama e na cozinha. Não se pode julgar o caráter e as intenções desses homens como um todo, mas é justo constatar: essa forma de “conquista amorosa” é estranha e repugnante, já que fere claramente qualquer princípio de dignidade humana.
Decerto as mulheres fazem isso de forma (aparentemente) voluntária, pois veem o casamento com um gringo como trampolim para sair do país e se libertar de sua situação atual. Mas muitas são ingênuas, possuem formação escolar baixa, um grau de maturidade não raramente pubertário e nem sabem direito o que estão fazendo. Já outras sabem muito bem o que fazem, já têm parentes ou amigas que fizeram o mesmo e já vêm com o plano traçado de usar o marido alemão só como porta de entrada na Alemanha, para depois, assim que tiver sua estadia garantida, abandoná-lo e seguir seu próprio caminho.
Não me preocupo com as “pilantras”, pois essas normalmente se dão bem, já que sabem direitinho o que querem. E não tenho pena dos estrangeiros “vítimas” dessas mulheres, já que acho que os dois grupos se merecem. Eles se usam mutuamente!
Preocupo-me é com as ingênuas e imaturas, que só pensam em sair do país para ficarem ricas, vêm para cá sem qualquer preparação para viver com um homem estranho, que pagou para isso. Aqui só uma coisa ajuda: um anjo da guarda forte, pois é muita coragem sair do país assim, muitas vezes sem nem saber português direito, muito menos qualquer idioma estrangeiro. Essas mulheres podem terminar em uma dependência total do marido alemão, praticamente “pertencendo” a ele, sem ter (ou pelo menos sem reconhecer) nenhuma chance de sair dessa dependência.
Há casos de mulheres que ficam então totalmente entregues, sofrendo às vezes até violência doméstica. Algumas vão viver em alguma localidade pequena, isolando-se praticamente do mundo, podendo então ser libertadas do martírio somente pela sorte de encontrar a ajuda certa no momento certo.
Outro problema causado por esse tipo de relação é uma estigmatização generalizada da mulher brasileira, fazendo com que outras mulheres que vieram para cá por outros caminhos, para trabalhar ou estudar ou mesmo se casando por amor verdadeiro, sejam vistas de uma forma pejorativa por alemães e até mesmo por outros brasileiros. Já escutei de muitas brasileiras que elas sofrem com essa imagem deturpada, e isso não é justo.
É claro que este assunto é complexo, pois envolve muito aspectos. Seria fácil criticar essas “agências” ou os “gringos” que são clientes delas, mas isso tudo não aconteceria se o Brasil não estivesse deixando nossa juventude ao léu, se a situação econômica dessas mulheres fosse melhor e principalmente se elas tivessem recebido uma melhor educação, que lhe permitisse então alguma perspectiva de vida no próprio país. Mas não são somente jovens. Mesmo mulheres de idade já mais avançada parecem não ter qualquer acanhamento de se expor dessa forma na internet. E isso me faz perguntar: o que está acontecendo para que essas pessoas cheguem a esse ponto?
Por incrível que possa parecer, apesar de ser estranha essa maneira de casais se conhecerem, alguns desses casamentos dão certo! O caminho pode ser torto, mas às vezes se chega assim mesmo a algo bom. E esse é mais um bom motivo para se ter cuidado com qualquer tipo de julgamento, mesmo que a constatação dos perigos e das possíveis consequências de tal tipo de aventura seja legítima.
E se caso este texto venha ser lido por alguma mulher que se encontre aqui na Alemanha em uma situação difícil por ter seguido esse caminho, sofrendo talvez opressão e violência, fica a dica: procure ajuda. Tente encontrar alguém que possa lhe apoiar, indo talvez com você, dentro do possível, à cidade grande mais próxima, onde normalmente há serviços de assistência para mulheres  em situações desse tipo. E se a situação for mais séria, sem que se tenha nem mesmo a liberdade de sair de casa (sim, isso existe!), procure um telefone, de preferência fixo, ligue para o número 110 e diga simplesmente “Hilfe!” ou “Help!” e a polícia irá até você (e não tenha medo da polícia, pois ela aqui não é como a polícia do Brasil!).
E caso este texto seja lido por uma mulher que ainda se encontra no Brasil e que tem a intenção de seguir esse caminho, fica então outra dica: reflita bem! Mesmo que sua situação por aí esteja difícil, é melhor ter cuidado, pois, ao invés de sair daí para melhor, você pode terminar é fazendo o maior erro de sua vida! E isso vale igualmente para os “gringos” que se conheceu na balada, na praia ou em qualquer lugar por aí. Não digo que não dê tal passo. Só digo: seja cautelosa e não seja ingênua. Isso pode ter consequências sérias. Procure conhecer o homem primeiro e não faça nada de forma precipitada. Sair do Brasil não significa ficar rica, esses homens normalmente não têm tanto dinheiro assim e sua vida aqui não será nenhum mar de rosas. E se você der azar, você pode terminar entrando numa fria tremenda. Pense nisso.
Por Gustl Rosenkranz
Fonte:http://gustl-rosenkranz.de/loja-virtual-a-mulher-brasileira-como-produto/

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