AS COISAS QUE APRENDI COM A COPA DO MUNDO DE 2014 NO BRASIL

COPA

Três coisas que aprendi 

com a Copa do Mundo


Você leu por aí: sobre o planejamento impecável, o toque de bola tranquilo e a simpatia estudada dos alemães; sobre o massacre do Mineirão e suas possíveis razões, que incluem safra ruim de jogadores, técnico ultrapassado e uma organização doente do futebol brasileiro; sobre a injusta eleição de Messi como melhor jogador do torneio, além de outras escolhas bizarras de um tal comitê técnico da FIFA; e a retomada da lenga-lenga sobre os problemas da Copa, de uma maneira um tanto oportunista em cima do fracasso do time brasileiro.
Mas não é isso o que resta da Copa. O que resta da Copa é saber se fomos mudados por ela, ou se a coisa foi só um lapso de euforia supercarnavalesca. Em outras palavras, a questão é descobrir se haverá legado - não o da infra-estrutura e do turismo e do dinheiro, mas o íntimo e pessoal de cada um - ou se a vida, a partir de agora, será uma grande quarta-feira de cinzas, como bem definiu um amigo. Mas eu creio que não, e o leitor deve concordar comigo; se se lembra bem das conversas antes da Copa, deve se recordar de posts irados, mau humor, pessimismo. E agora parece que redescobrimos o prazer de sermos brasileiros - descompromissados, hospitaleiros, bem humorados, escrachados, informais em níveis francamente excessivos. Como se só faltasse um sinal - o apito de um juiz, uma bola rolando - para mandarmos a sisudez às favas e sairmos da casca, resplandecentes como naquela piada que diz que o baiano que não nasce, estreia.
Pessoalmente, atingi meu fastígio boleiro e voltei de lá com o entendimento de que, independente do resultado desta Copa do Mundo no Brasil, três coisas me ficam como revelações, e elas são a suma das sumas, ou o resto dos restos, que agora - depois desta descarada abertura pseudomachadiana - divido com o leitor.
A humanidade precisa da Copa do Mundo para se manter viável
De tempos em tempos, acontecem eventos que parecem despertar o pior do ser humano: guerras, fome, crises econômicas extremas. Jovens espanhóis se tornam xenófobos irados quando não conseguem arrumar emprego, americanos amantes da liberdade se tornam torturadores inconsequentes, favelados famintos se tornam assassinos. Sou uma pessoa que não cede a generalizações idiotas, e sei que espanhóis, americanos, brasileiros, iraquianos - gente, enfim - existem por aí entre boas e más, e muitas vezes ambas dentro de uma mesma pessoa.
Por isso, é importante que haja momentos que puxem o bonde na direção contrária. A Copa do Mundo é isso: um dos raros eventos que despertam o que há de mais nobre em nós, e que portanto têm a vocação de nos renovar a fé no ser humano.
É lógico que há os idiotas em tempo integral, valentões de arquibancada e espíritos de porco que gostam de estragar a festa dos outros, mas o que vi foi a predominância de chilenos, colombianos e mexicanos festeiros; ingleses engraçados com seu senso de humor à la Monty Python; belgas, holandeses, alemães, americanos, franceses se divertindo com as oportunidades únicas que a vida boa no Brasil oferece (bebida na calçada! Praias! Rapaziada afeita a beijos e abraços sem compromisso!); brasileiros se esforçando ao máximo para fazer um bom papel de anfitrião - arriscando-se no inglês, ou levando o gringo pela mão até o destino pelo qual este perguntara, ou se esgoelando no hino nacional para mostrar que brasileiro sabe, sim, ser patriota. Vi até uns argentinos vencidos, sendo covardemente zoados e xingados no Metrô do Rio, logo após a Final, e reprimindo seus instintos para manter a compostura (um deles, de aparência ameçadora, aguentou os gritos de "chuuuuupa" que um rapaz repetia de dez em dez segundos, durante todo o longo trajeto de treze estações entre o Maracanã e Ipanema. Quando finalmente o brasileiro chato desceu na estação Cardeal Arcoverde - e aproveitou para, covardia das covardias, xingar o argentino de coisas bem feias -, o argentino, vermelho de ódio, limitou-se a xingar de volta e olhou tranquilamente para uma moça sentada mais perto e falou: "e eu vou perder a cabeça com uma mulher bonita dessa me olhando?"
Não se engane: tenho certeza de que aquele argentino, como todos nós, não deve ser flor que se cheire. Mas ele parece ter se imbuído de uma nobreza que só a Final da Copa do Mundo poderia lhe emprestar. (A moça sorriu de volta.)
Se a Copa não resolve os problemas do mundo, pelo menos ajuda o espírito a se preparar para os momentos difíceis.
Fazer um golaço é a coisa mais sublime da existência humana (e nem precisa ser numa Copa do Mundo)
Sentado na arquibancada do Maracanã, no meio da prorrogação da Final entre Alemanha e Argentina, houve um momento, um segundo, em que tive a sensação de que trocaria tudo na vida por fazer um gol como aquele do Götze - matando no peito, emendando um voleio perfeito no cantinho, caindo no chão, a poucos minutos do fim do jogo. Nem precisava ser em Copa do Mundo: poderia ser até na pelada de quinta-feira, que eu e meus amigos apelidamos cinicamente de Premier League. Uma vez a cada dois ou três anos, faço um grande jogo na Premier League, coroado com um gol de cabeça ou um chutaço de longe que vai parar na gaveta. A sensação é de ser invencível, irresistível à própria morte. Sonha-se com o golaço salvador por dias e tem-se a impressão de que ganhei algumas semanas a mais de vida. Sinceramente, acho que sei como o Götze se sentiu. Fazer um gol assim é a coisa mais sublime da existência humana.
Por um segundo, isso foi a verdade absoluta. Daí o que era sublime sublimou e simplesmente fiquei feliz e emocionado por estar ali.
A Copa do Mundo ajuda a entender a própria vida
Há algo de mágico em ciclos de quatro anos. Deve ser por isso que os Governos se renovam com eleições a cada quatro anos. Ou no esporte: quatro anos é um bom prazo para avaliar, em campeonatos mundiais e nos Jogos Olímpicos, quem é o melhor entre os melhores ou se a nova geração traz um novo patamar de performance.
Na nossa vida, não é diferente: a Copa do Mundo é um ótimo pretexto para checarmos onde estamos e onde estávamos há quatro ou oito ou doze anos - e suas circunstâncias estranhamente acabam refletindo ou sublinhando o momento que vivemos.
De fato, observo que cada Copa foi única para mim, porque eu era muito diferente em cada uma delas: o moleque que mal entendia o que acontecia no campo em 1982; um ginasial obcecado por futebol em 1986; aborrescente cínico e distante em 1990; eufórico e vencedor e se achando um gênio (como todo espertalhão de 18 anos) em 1994; universitário confuso em 1998; recém-formado, com namorada firme e salário no bolso, em 2002; casado e entronado no sofá novo em 2006; numa encruzilhada profissional em 2010.
E assim chego a 2014, finalmente me recompensando por uma vida de devoção ao futebol: vendo a Copa do Mundo ao vivo. Foram oito jogos no estádio, desde a abertura em São Paulo, passando por Fortaleza e terminando na final, no Rio de Janeiro. Vi Brasil, Uruguai, Inglaterra, Holanda, Argentina, Alemanha. Neymar, Suárez, Rooney, Gerrard, Robben, Van Persie, Messi, Di Maria, Schweinsteiger e aquele time incrível que saiu campeão. Pude compartilhar isso com minha esposa e sócia 50/50 na vida, com meu pai - a quem continuo a dever muitas coisas - e com grandes amigos. Uma diversão sem fim. Aquilo que os americanos chamam dequality time. Passada a euforia, não me vejo mais sábio ou conhecedor de qualquer coisa. Pelo contrário: considerando o jeito com que o Brasil perdeu, e o jeito com que a Alemanha venceu, vi que nada sei de futebol ou da vida. Vi que acidentes terríveis acontecem, mas acontecem mais onde há negligência - e menos onde há planejamento. Vi que ter muita vontade e estar cheio de boas intenções não garante nada. E entendi que o pior jeito de evitar uma mudança é fincar teimosamente os pés no passado (por exemplo, combinando os currículos vencedores de Felipão e Parreira para ganhar a Copa na marra).
Se levo algo da Copa do Mundo de 2014, é a certeza de que a vida pede por mudanças, e tão inútil quanto evitá-las é é respirar fundo e pular no precipício (algo parecido com o David Luiz partindo tresloucado para o ataque, deixando buracos indesculpáveis lá atrás). É preciso coragem para se livrar das velhas amarras e dar o primeiro passo, depois o segundo. Valeu para o futebol alemão há doze anos, vale para o futebol brasileiro agora, pode valer para uma escolha profissional ou para decidir se se casa ou se compra um guarda-chuva.
É cedo para avaliar onde estou hoje. Mas suspeito que daqui a quatro anos, lá da Rússia, conseguirei olhar para trás e dizer uma coisa ou duas sobre a vida em 2014 e como a Copa no Brasil sublinhou um momento especial dela.
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São Paulo, julho de 2014. Que baita Copa do Mundo!

Por de Ricardo Garrido

Meritocracia e futebol


GERMANY WORLD CUP

Confesso que sei bem pouco de futebol. Contudo, as lições do meu Corinthians e do grande Nelson Rodrigues me ensinaram o principal: o futebol é o reino do imponderável. Como explicar, por exemplo, que em tempos de Bayer, Barcelona, Real Madrid e Chelsea, o goleiro Cássio fechasse o gol e o time do Parque São Jorge se tornasse campeão do mundo? É óbvio que não se trata de total acaso - se não torcedores do simpático São Bento de Sorocaba também sonhariam a sério com um "Projeto Tóquio" -, mas algo de imponderável há. Sempre há.
Nesse sentido, fico triste não com a vitória alemã, mas com a interpretação que se vem dando a ela. Por mais que seja louvável toda a preparação que se fez naquele país para este mundial, resumir o sucesso da equipe a um "planejamento bem feito" é tirar do futebol o que ele tem de mais emocionante: a possibilidade de que nem sempre vença o melhor.
E se, naquela atrasada malfeita do zagueiro germânico, Higuaín, cara a cara com o goleiro, tivesse acertado o chute? O imponderável preferiu que ele perdesse um gol feito... E se, no último lance, naquela cobrança de falta, Lionel Messi - que dizem ser o melhor do mundo - tivesse acertado um chute à moda de David Luiz? O imponderável não quis...
O ponto é que, quando falamos de futebol, de culinária, de economia, dos astros e das estrelas, na verdade estamos sempre falando de nós mesmos. E mostrando mais de nós do que normalmente pensamos. É por isso que fico chocado quando vejo elogios ao governo alemão por ter investido na formação futebolística de seu povo, sugerindo que devemos adotar o mesmo modelo aqui.
Os que advogam isso seriam certamente os mesmos que, esquizofrenicamente, protestariam contra a medida, dizendo - e com razão - que o governo não deve se preocupar com a seleção de futebol, mas com educação, com saúde, com muito orgulho, com muito amor.
Essa esquizofrenia, a meu modesto ver, resulta do nosso capenga culto à meritocracia. Muitos querem acreditar que qualquer outra seleção - Gana, Costa Rica, Argélia, Brasil, etc. - poderia ter "se esforçado" tanto quanto a Alemanha e ter obtido o mesmo êxito. Como se o país que se "organizou para ganhar a Copa" não desfrutasse de um estado de bem-estar social que lhe permitisse certos luxos. Como querer ganhar a Copa, por exemplo.
Vivemos uma cultura ignara que desvincula o indivíduo do contexto histórico em que ele se insere, e isso se manifesta em nossa louvação histérica ao planejamento alemão. Falamos desse planejamento como se estivéssemos tratando de um modelo possível a todos. Falamos como se aqui no Brasil o Estado pudesse tomar o futebol como prioridade, deslocando para o esporte bretão forças que devem ser empregadas - como dizíamos há poucas semanas - nas nossas reais prioridades.
O resumo é que temos todo o cuidado do mundo para elogiar a seleção da Alemanha, seu planejamento, sua organização, em suma, "seu mérito", sem jamais considerar que, já em 1961, aquele país resolveu enfrentar as desigualdades sociais e instituiu um programa de transferência de renda. Ver a história pela metade é fundamental. Só assim podemos elogiar o futebol germânico sem abrir mão de nosso tradicional esquema tático: meritocracia na defesa, culto ao privilégio no meio e, no ataque, a certeza de que Bolsa Família é esmola para gente acomodada e vagabunda.

Por Henrique Braga

Alemanha vence Argentina na prorrogação e é tetracampeã celebrando o "jogo bonito"


MARIO GOETZE

(Rio de Janeiro) O mais tradicional do estádios de futebol do mundo, o Maracanã, palco de grandes duelos, épicas finais e por onde atuaram grandes craques do futebol brasileiro, neste domingo consagrou a seleção alemã. Depois de mais de uma década de reformulação na maneira de gerir e jogar futebol e duas semifinais de Copa do Mundo perdidas, a Alemanha venceu a Argentina por 1 a 0, na prorrogação, na final do Mundial do Brasil, depois de realizar ótima campanha - que incluiu o massacre por 7 a 1 no Brasil na semifinal -, e sagrou-se tetracampeão mundial, depois de 24 anos de jejum.
A vitória germânica se deu novamente com muita posse de bola, passes curtos e efetivos, jogo coletivo envolvente e frieza na hora da decisão. Aos argentinos, que contavam com o craque Messi em campo, sentiram o cansaço, sendo inteiramente envolvidos no tempo extra da partida, quando o meia-atacante Götze marcou o gol do título alemão. Um título mais que merecido.
O primeiro tempo foi muito movimentado, com as duas equipes partindo desde o começo para o gol, honrando a decisão de uma Copa reconhecida por muitos como a melhor dos últimos tempos. Enquanto a Alemanha apostava em seu toque de bola envolvente para chegar próximo à meta de Romero, os argentinos contavam com o talento de Messi em suas arrancadas, lançamentos e passes em profundidade para ameaçar Neuer.
Abusando das jogadas pela direita, onde encontravam bastante espaço, os argentinos por pouco não marcaram com Higuaín logo no início da partida. O camisa 9 também voltaria a ser o personagem principal do jogo em outras duas oportunidades. Primeiro, aos 20’, perdeu uma chance de ouro, daquelas que não se pode perder em uma final, quando Kroos recuou mal, deixando o argentino na frente de Neuer. O chute para fora levou ao desespero os argentinos. Minutos depois, o atacante completou cruzamento de Lavezzi para as redes, mas estava impedido, tendo o seu gol anulado.

Melhor na partida, a Argentina atacava com perigo e mantinha-se segura no setor defensivo. Isso não impediu, no entanto que o atacante Schürrle, que entrou no lugar do volante Kramer aos 31', finalizasse com perigo ao gol de Romero pouco depois de entrar em campo. Antes de Höwedes cabeçear uma bola na trave, aos 46', porém, a Argentina quase marcou em mais um ataque pelo lado esquerdo alemão, em uma infiltração venenosa de Messi que Boateng cortou.
Nas arquibancadas, além do embate entre alemães e argentinos, houve espaço, claro, para provocações dos "hermanos" aos brasileiros, com referências à goleada de 7 a 1 sofrida pelos brasileiros no Mineirão, além do já clássico "Brasil diceme que se siente..." Os brasileiros respondiam com gritos de "pentacampeão" e com o cântico provocativo à Maradona "mil gols, só Pelé..."
Messi, o craque argentino que em um lampejo de genialidade pode decidir a partida, sabia que brilhar nesta decisão de Copa do Mundo poderia garantir sua presença, para sempre, no panteão dos grandes jogadores da história. Sendo assim, logo no primeiro minuto, o camisa 10 da seleção "alviceleste" partiu pro ataque e quase marcou, em um chute que passou perto da meta de Romero.
Se o primeiro tempo foi quente, porém, na etapa complementar os times caíram um pouco de produção, principalmente a Argentina, que mostrou-se mais cansada, notadamente por conta das duas prorrogações disputadas, nas outavas e nas semifinais, esta realizada há apenas quatro dias. Mesmo assim, Messi se esforçava muito para marcar, sem sucesso. Do outro lado, os alemães também não caprichavam na pontaria, quando tinham chances. Ao término dos 90 minutos, o 0 a 0 no placar obrigou os atletas a disputarem mais 30 minutos de prorrogação.
No tempo extra, foi a Alemanha quem teve mais posse de bola, mas o lance mais agudo foi da Argentina. Aos 6' da primeira etapa, Palacio saiu na frente de Neuer e tentou encobrir o adversário, mas a bola saiu caprichosamente para fora. Outra chance de ouro desperdiçada pelos argentinos. O castigo veio no segundo tempo:Götze recebeu um passe açucarado de Schürrle, dominou no peito e, sem deixar a bola cair, estufou as redes de Romero. . Foi o gol do triunfo, o gol da consagração de um projeto vitorioso.
Alemanha campeã, vitória do "jogo bonito", para o bem do futebol mundial.

Por de André Carvalho

Jornais estrangeiros repercutem derrota da Argentina para a Alemanha

MARIO GOTZE

A vitória da Alemanha sobre a Argentina na prorrogação, com gol de Mario Götze, repercutiu rapidamente de diversas maneiras por diversos países.
Na Alemanha, o diário esportivo Bild, chamou Götze de "Deus do futebol", comemorou o tetracampeonato da seleção nacional e fala que o "Super Mario jogou a Alemanha para o quarto título mundial". Já a revista alemã Der Spiegel enfatizou os títulos anteriores de 1954, 1974 e 1990 e creditou a Mario Götze a vitória sobre a Argentina.
Por outro lado, o tom pesaroso obviamente prevaleceu nos jornais argentinos. O diário esportivo Olé fez uma compilação de vários depoimentos de jogadores argentinos após a partida contra a Alemanha. Na manchete, uma aspa do goleiro Romero, dizendo que os jogadores argentinos "deixaram o coração em campo". O jornal Clarín afirmou que a vitória argentina "foi frustrada com um gol na prorrogação". O concorrente La Nación chamou atenção para a fala de Messi, que afirmou que estava triste e "queria apenas erguer a taça".
New York Times optou por um simples "Alemanha derrota Argentina". Entretanto o jornal lembrou no início do texto sobre a final a frase "Imagina na Copa", como um símbolo de má sorte utilizado por alguns brasileiros sobre algo dando errado na Copa do Mundo. O inglês The Guardian relembrou a trajetória do grupo alemão que foi campeão mundial. O italiano Corriere Dello Sport optou por destacar o gol de Mario Götze. O francês France Football segue pelo mesmo caminho e faz uma crônica do jogo com destaque para o autor do gol.
Fonte:http://www.brasilpost.com.br/2014/07/13/

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